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Vinte e um de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down

A data escolhida foi 21 de março (21/03) para representar a singularidade da triplicação

O Dia Internacional da Síndrome de Down foi criado pela Down Syndrome International e é celebrado desde 2006. A data escolhida foi 21 de março (21/03) para representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética. Esse dia lembra a conquista de um espaço cada vez maior, embora ainda aquém do necessário, nas atividades sociais, de educação e no mercado de trabalho, mas também nos mostra que o preconceito ainda existe e que precisamos lutar contra ele sempre.

O objetivo do dia é disseminar informações sobre a síndrome associada ou não a outras deficiências e conscientizar a população sobre a importância dos direitos igualitários e de desfrutar uma vida plena e digna, como membros ativos e valorizados em suas comunidades e na sociedade.

Nas APAEs, são oferecidos serviços de Estimulação Precoce e Atendimento Especializado e Atendimento Técnico de acordo com a necessidade de cada usuário. As atividades são desenvolvidas dentro da Proposta de Currículo Funcional e Plano individual buscando independência e autonomia desde a infância, valorizando e estimulando todas as áreas do desenvolvimento. 

A Escola Especial Tia Ana- APAE de Videira atende 25 usuários com Síndrome de Down, entre eles bebes, crianças, jovens e adultos. É muito importante que a estimulação seja iniciada o mais cedo possível, aproveitando a plasticidade cerebral, que é a capacidade de aprendizagem e adaptação do cérebro, precocemente. Quando os atendimentos são feitos de forma conjunta, com envolvimento da escola e família, os resultados acontecem de forma mais eficiente com pessoas realizadas capazes de aprender, produzir e conviver em sociedade.

Maria Campos Maccari, Diretora da APAE em Videira, comenta sobre a importância da preparação das famílias que recebem a notícia da chegada de uma criança com a síndrome, ainda na gestação, uma vez que quanto antes os trabalhos de estímulos forem iniciados, melhores são os resultados obtidos.

 

A Diretora informa também que embora o portador da síndrome necessite de cuidados diferenciados, a inclusão na sociedade é possível e recomendada.

 

De acordo com Maria, a criança deve ser tratada de maneira normal, criando principalmente regras claras e com linguagem objetiva, além disso, a repetição da fala e das orientações devem ser hábito, para que assim, o entendimento do portador da síndrome seja garantido.

 

Algumas dicas para trabalhar com Síndrome de Down:

– Criar regras claras com linguagem verbal simples.

– Repetir as orientações sempre que necessário para que ele possa compreendê-las.

– Oferecer instruções visuais através de ilustrações grandes e chamativas de fácil compreensão, reforçando comandos e solicitações.

– Manter as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos.

– Planejar pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é grande. Às vezes, o cansaço da criança faz com que as atividades pareçam missões impossíveis e geram frustações.

-Valorizar a capacidade durante as atividades no dia-a-dia.

– Manter a criança no grupo com atividades produtivas. Quando se sente isolada e desmotivada adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.

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