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Vacina é a única forma de evitar a raiva, alerta médica veterinária

Preocupação com a doença retornou após primeiro caso em humano em 38 anos no estado

Depois de 38 anos sem registrar casos de raiva em humanos, Santa Catarina acendeu um alerta com a morte de uma mulher de 58 anos no município de Gravatal, sul do estado, em 4 de maio. A informação foi confirmada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC). A vítima foi mordida por um gato em 24 de fevereiro. Ela começou a sentir os sintomas em 15 de março, segundo a Dive-SC.

A raiva é uma doença transmitida por um vírus que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos e morcegos, além de pessoas. Ela é transmitida aos humanos pela saliva de animais infectados, através de mordidas, lambidas ou até mesmo arranhões. Os sintomas da raiva variam conforme a espécie, quando acomete animais carnívoros, eles se tornam agressivos e, quando ocorre em animais herbívoros as manifestações são de paralisia, de acordo com a médica veterinária Brenda Maria Prestes Gouveia.


A doença causa uma encefalite progressiva aguda e letal, pois não tem cura. Em caso de agressão por animal, deve-se procurar o serviço de saúde mais próximo. A única forma de prevenção da raiva em animais é a vacina, alerta Brenda.


O Caso

Santa Catarina não registrava casos de raiva em humanos desde 1981, quando um paciente de Ponte Serrada foi vítima da doença. Já os últimos casos de raiva em cães e gatos foram registrados em 2006, nos municípios de Xanxerê (01 cão e 01 gato), Itajaí (01 cão), e em 2016, em Jaborá (01 cão).

Ações foram desenvolvidas como forma de controle através da vacinação casa a casa de cães e gatos em um raio de cinco quilômetros a partir da residência da paciente, bem como busca ativa de animais doentes e mortos e orientação a população.


Reportagem de Douglas Alves e Ramon Gabriel

Com informações de G1/SC e DIVE/SC

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