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Quadrilha levou R$ 125 milhões em assalto a banco em Criciúma, confirma polícia

Após quase cinco meses do crime histórico, polícia chegou ao valor final do prejuízo

A quadrilha responsável pelo violento assalto a banco em Criciúma, na madrugada de 1º de dezembro do ano passado, levou R$ 125 milhões na ocasião. A confirmação de quanto foi roubado foi feita pela Polícia Civil nesta quinta-feira (29). O valor total estimado e divulgado pela investigação, até então, era de aproximadamente R$ 80 milhões.

O delegado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, Anselmo Cruz, confirmou a quantia após ser questionado sobre uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que cita um valor aproximado que teria sido roubado em Criciúma.

Ele explicou que o banco precisou fazer “diversas operações” para chegar à contagem final de R$ 125 milhões. Na época do crime, o delegado afirmou que se tratava do maior roubo da história de SC.
– Houve valores recuperados em via pública, espalhados no interior do prédio, bem como com pessoas que “pegaram” dinheiro nas imediações e foram identificadas pelas forças policiais. Também houve a necessidade de análise de milhares de notas danificadas durante o arrombamento – explicou Anselmo, sobre o novo valor.

A reportagem teve acesso à decisão de um recurso de habeas corpus julgado pelo STJ. No documento, o ministro Sebastião Reis Júnior indefere o pedido de liberdade de uma mulher presa, suspeita de participar do assalto a banco em Criciúma. 

O argumento é que “os criminosos teriam levado ao menos R$ 130 milhões” do banco, “valor extremamente elevado”, segundo ele, e que poderia favorecer a fuga da investigada.

A ação criminosa que aterrorizou os moradores da cidade, que foi cercada pelos bandidos, iniciou no final da noite de 30 de novembro e se estendeu até a madrugada. O grupo, com cerca de 30 assaltantes, explodiu o cofre central de uma agência do Banco do Brasil e usou reféns como escudo.

Os bandidos ainda bloquearam um túnel, provocaram incêndios e atacaram um quartel policial. A troca de tiros durante a fuga dos assaltantes também deixou um militar gravemente ferido.

Metade da quadrilha está presa

Ao menos 16 pedidos de prisão preventiva foram solicitados contra envolvidos no maior assalto da história da Santa Catarina. Do total, ao menos 13 foram cumpridos e outros três seguem abertos. O número de pessoas identificadas e presas representa, no entanto, apenas metade da quadrilha. Acredita-se que pelo menos 30 pessoas participaram do ataque na capital do carvão. 

O inquérito principal é mantido sob sigilo e a Polícia Civil espera ainda o indiciamento de vários outros criminosos. A quadrilha pode ficar presa por até 18 anos.

Fonte: DC

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