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Policial dá testemunho sobre alcoolismo

Petry é um alcoólatra em recuperação e está sóbrio há 29 anos

O alcoolismo é uma doença bastante complicada porque as bebidas são legalizadas e estão em toda a parte. Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que passa ou já passou por essa situação e podemos ver o quanto é difícil sair dela. É um problema que não afeta apenas o dependente, mas também a sua família, amigos e colegas. Na série especial da RBV Rádios sobre drogas e alcoolismo, a reportagem da Rádio Barriga Verde de Capinzal ouviu em entrevista o policial civil Neuri Clovis Petry, coordenador do Grupo Alcoólicos Anônimos Renascer de Capinzal e Ouro. Petry é um alcóolatra em recuperação e está sóbrio há 29 anos.


Nosso entrevistado contou que começou a beber muito cedo e durante o período em que esteve na ativa, perdeu emprego, amigos, magoou a família e perdeu a própria dignidade. Após um longo período no vício e ter sido demitido por justa causa na empresa onde trabalhava, parou de beber por conta. Em 1983 prestou um concurso e ingressou na Polícia Civil. Confiante na sua capacidade de se livrar do vício sozinho, deixou de beber por alguns anos enquanto trabalhava no município de Tangará. Quando foi transferido para o município de Ouro, reencontrou “velhos amigos” e recaiu. Foi aí que chegou ao fundo do poço a ponto de descarregar um revolver tentando alvejar a esposa em um momento de embriaguez. Por esse motivo foi preso e afastado da polícia.


Durante a audiência com o juiz, o meritíssimo ofereceu ajuda ao policial que aceitou e ficou internado em uma clínica de Florianópolis por alguns meses.

 

Um fato curioso aconteceu no dia 18 de outubro de 1991 quando ele ganhou alta da clínica e aguardava dar a hora do ônibus em um hotel da cidade. Nesta data o Papa da época João Paulo II estava no Brasil e coincidentemente passou no cortejo com o Papa Móvel em frente ao hotel.


Em 1993, um grupo de amigos fundou o Grupo de Alcoólicos Anônimos Renascer de Capinzal e Ouro e desde lá, Petry encaminhou centenas de pessoas que sofriam da doença do alcoolismo para internamento e até hoje é referência no assunto. Ele saiu do anonimato para que seu testemunho pudesse incentivar outras pessoas a se livrar do vício do álcool e entorpecentes. Em todas as entrevistas que concede como coordenador do AA ele deixa uma mensagem.


Fonte: 
Central de Jornalismo da RBV Rádios
Foto: Central de Jornalismo da RBV Rádios
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