Informação é aqui!

Alunos do IFC Videira aderem à paralisação nacional

Objetivo é protestar contra os cortes anunciados pelo governo federal para instituições federais

Os atos de manifestação contra os cortes anunciados pelo governo federal para as instituições de ensino da esfera federal, programados para esta quarta-feira, 15 de maio, em todo o Brasil, de fato aconteceram em grande parte do país, com o engajamento de alunos e funcionários destas instituições. Intitulado como “o dia de luta contra os cortes de orçamento nas instituições federais”, a paralisação se deu de inúmeras maneiras, em Florianópolis, por exemplo, passeatas por algumas das ruas da capital catarinense chamaram a atenção e paralisaram o trânsito.

Em Videira não foi diferente, no entanto, o protesto concentrou-se nas dependências do Instituto Federal Catarinense, onde alunos e professores paralisaram as atividades como forma de protestar contra o corte anunciado.

Foto: Rádio Vitória

Para o professor Davi César da Silva, o corte já é uma realidade impactante nas atividades da instituição, acarretando na redução do número de viagens de estudo, por exemplo, subsídio para alunos de baixa renda na compra de alimentos na cantina entre outras reduções, como explica em entrevista cedida nesta manhã, para a Rádio Vitória.


O aluno Jonatan Wosniak também se mostra contrário ao corte no repasse de verbas, ele explica que os cursos oferecidos no campus de Videira, são dependentes do repasse desses valores. O aluno cita como exemplo o curso de Agropecuária, que regularmente realiza viagens para outras cidades da região com o intuito de colocar em prática a teoria aprendida em sala de aula.


Ana Winck, aluna do IFC Videira, comenta que o corte de verba reduziria em até 50% os valores que deveriam ser repassados para atividades extraclasses.


Davi destacou que o movimento foi inteiramente organizado pelos alunos do Instituto Federal, para a realização dele, houve o apoio de servidores da unidade de ensino.

Bloqueios

O Ministério da Educação informou que cada universidade deve sofrer bloqueio de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. A justificativa oficial é queda na arrecadação.

O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também divulgou a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

Veja Também
Comentários
Carregando